Brasil quer prender promotor angolano de espectáculos

Fernando Republicano

Fernando Republicano

Companhia de Fernando Republicano acusada de envolvimento no tráfico de mulheres. Republicano é o segundo angolano procurado. O outro é Bento Kangamba

Depois de terem emitido um mandado de captura contra o General Bento dos Santos Kangamba, as autoridades brasileiras deram a conhecer que outro angolano é também visado.

Segundo a imprensa brasileira a justiça federal brasileira emitiu um mandado de prisão preventiva contra o cidadão angolano Fernando Vasco Inácio Republicano, da companhia produtora de espectáculos LS – Republicano de Angola.

Republicano é acusado de tráfico internacional de pessoas para fins de exploração sexual, entre outras acusações ligadas ao caso.

Fernando Republicano é apontado pertencente á rede em que estaria incluído Bento cangamba.

Caso desembarque no Brasil Republicano será preso e o seu nome foi passado á Interpol.

Para além de Republicano e Kangamba as autoridades brasileiras nomearam os brasileiros Wellington Edward Santos de Souza, também conhecido como Latyno, Luciana Teixeira de Melo, Rosemary Aparecida Merlin, Eron Francisco Vianna e Jackson Souza de Lima.

Segundo a polícia brasileira Kangamba “mostrou-se o principal financiador” de todo o esquema criminoso responsável, em média, pela promoção, intermediação e facilitação da remessa mensal de cerca de 7 mulheres brasileiras ao exterior para prostituição, movimentando por mês o valor aproximado de 500 mil dólares norte-americanos.

A Procuradoria da República estima que, ao longo dos 7 anos em que a organização agiu, foram movimentados aproximadamente 45 milhões de dólares.

Segundo a denúncia, foi constatada a utilização dos nomes do grupo musical Desejos e das empresas Showtour e LS Republicano, a primeira sediada no Brasil e a segunda em Angola, “para facilitar a obtenção de vistos para as mulheres enviadas ao exterior, bem como para ludibriar as autoridades brasileiras e estrangeiras em relação às práticas criminosas relacionadas ao tráfico internacional de pessoas”.

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